É ela a fonte "que mana e corre, ainda que seja noite"!
A fonte intemporal, a raíz do eterno? Tem o eterno raíz... matriz?
Fronteiras ou laços? Ou nem laços nem fronteiros mas antes o espaço sem espaço, sem divisão, sem limite.
Ainda assim, ainda que no meio do turbilhão dos dias, talvez na calma da noite, onde só os invisíveis pássaros cantam, a consigas ouvir, a possas escutar. E escutando te diluas e se dilua ela, nessa água uterina, matricial, que desde o início dos tempos - se tal ouve - dá origem a pedras, bichos, gentes, o trevo dos caminhos, o sopro do vento, o profundo girar da terra, e o sempiterno curso de vida e morte dos astros e dos sóis.
